quinta-feira, 27 de setembro de 2018

Amistoso realizado em 31/7/1918 no

Um comentário:



  1. SESSÃO NOSTALGIA

    O GRANDE CAPITÃO

    Não possuía a elegância de um Mauro Ramos de Oliveira no trato com a bola, ou a voluntariedade de Luis Pereira em arrancadas a área adversária, porém, ninguém encarnou como ele o espírito de seleção.

    “Dá de bico que o jogo vale taça”. Essa frase certamente foi inventada para justificar a falta de habilidade de determinados jogadores, estes na maioria das vezes os chamados “stoper” ou zagueiro central, como queiram, e Bellini era um desses. Cavalheiro fora do campo, dentro dele se transformava.

    Não que perdesse a compostura, continuava o homem educado de sempre, mas não entrava em dividida para perder. Com ele o torcedor tinha a certeza de que a jogada teria um desfecho final.

    Se desse, saia jogando, se não, “sai da frente que atrás vem gente”. Com ele não havia bola perdida; seu lema era vencer ou vencer. Jogava duro, sem contudo, ser desleal.

    Nascido em... foi revelado pelo Vasco da Gama. Vestiu com garbo a camisa da Cruz de Malta, brilhou na seleção brasileira e no São Paulo. Menos pela técnica, mais pela garra, mercê ser citado em qualquer seleção que se faça neste país.

    Não era um craque, evidentemente, e quem precisa de tal tendo Bellini à frente da zaga? Com seu futebol c, aipira Bellini facilitava a vida de qualquer companheiro. Que o Digam Newton Santos, Orlando, Roberto Dias...

    Quando já veterano trocou o São Paulo pelo Atlético Paranaense on de foi servir de exemplo para os mais jovens que vinham surgindo. Seu nome não é e nunca será contado em verso e prosa pelos poetas do futebol, porém, justiça lhe seja feita: houvesse em 1950 um Bellini a frente da zaga e certamente a história teria sido diferente.

    Em que pese o esquadrão brasileiro em 1982, faltou o grito do líder lá atrás. É necessário, pois, exaltar o trbalho do operário braçal, do homem que carrega o piano.
    Chuta pro mato Bellini, que o jogo é de campeonato!
    Valter Brazão.
    Escrita para o Jornal Atual em maio de 1992.






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