Encontro de amigos, sem qualquer interesse material.
Realizado em 8/9/2018.
Indelével na memória de quem se fez presente
Inicio este texto fazendo uma indagação: Pessoas que lhe são caras são seus amigos porque são importantes, ou são importantes porque são seus amigos? Se apenas a segunda parte da pergunta for a resposta, creio eu, você encontrou o caminho certo.
De minha parte, procuro seguir o que manda meu coração: “Amigo é coisa pra se guardar do lado esquerdo do peito...” como já disseram Milton Nascimento e Fernando Brandt. Em razão disso não medi esforços na ânsia de rever velhos companheiros de infância, pessoas queridas que num passado que já vai distante, em determinados momentos ajudaram a escrever a história da minha vida.
Guardo na memória velhas lembranças já um tanto amareladas pelo tempo que me fazem sentir saudades. Saudades das “peladas” de fim de tarde, onde um vira seis acaba doze não durava menos (do que) três horas.
Das brincadeiras de mocinho e bandido – quem fez esta armadilha foram os Crovores (Crawoas), lembrou um dos circunstantes - revivendo episódios contidos em revistas de “cowboy”; das sacanagens do “mãe na mula” (não seria mão na mula?), do “pega-pega, relou tá pego” e até, porque não dizer, das brigas de estilingues. A vida não é somente feita de flores: às vezes companheiros, as vezes desafeto. E a vida continua...
A fim de não cansar quem está lendo, posto que – dizem – quem acessa facebook não gosta de ler texto comprido, termino esta em tom de agradecimento e homenagem à pessoas que atendendo meu convite, de bom grado se dispuseram participar desse flash back, cuja finalidade foi unicamente celebrar uma amizade que já adentrou na casa dos sessenta anos e, que por um destes descuidos que nos são freqüentes, há mais de 55 já não se desfrutava.
Agradeço a Deus por estarmos vivos e com saúde e por este momento, por nos dar a oportunidade de desfrutarmos, o que foi, na opinião de Adilson: “um encontro de amigos, sem qualquer interesse material”.
Valtinho: já o conhecia pessoalmente porque jogando nossas peladas, em várias ocasiões nos vimos na condição de adversários, porém na de amigos, pessoalmente esta foi a primeira vez que conversamos. Figura bem-humorada, agradável de ter como companhia.
Adilson: craque do grupo continua gozador como sempre – só que agora muito mais sarcástico. Em se tratando de azucrinar companheiros, dê-lhe um limão e ele lhe trará uma limonada.
Ruy: Colored habilidoso e goleador. Eu que imaginava encontrar um tiozinho de cabelos carapinhos, bigodinho branco à mexicana; dei de cara com um lutador de MMA. – Se algum dia folguei com você, desculpe ai amigão.
Irineu, o “Da Guia”, de fino trato com a bola, continua elegante como sempre em seu jeito de ser. Disputávamos o direito de ser o melhor “peladeiro” do pedaço. Com a chegada de Adilson não teve mais pra ninguém.
Carlinhos, irmão de Irineu: “Caçula” do grupo foi o que mais ouviu e o que menos falou. Não era para menos: Edivelton e Fábio não deixavam ninguém falar... Não o reconheci de imediato. Era o mais pequenininho, foi o que mais cresceu. Em outras circunstancias certamente não o reconheceria.
Edivelton: Engenheiro, ex- funcionário do DETRAN, hoje professor de Matemática, Edivelton não era verdadeiramente um fominha por futebol. Antes, preferia estudar. Como sempre,um cavalheiro na melhor acepção do termo.
“Estranho no ninho” Fábio foi convidado em homenagem ao meu irmão Jorge, (recentemente falecido) que o tinha praticamente como filho, tal a amizade que construíram. De tal maneira, se vivo estivesse, certamente Jorge estaria conosco, não se furtaria em comparecer, posto que fosse meu fiel escudeiro.
Companheiros que por motivos diversos não puderam se fizer (parece estranho, mas é assim que se escreve) presente num momento que para nós se tornou histórico: Élio, Carlão, Léo, Geraldinho, Armandinho, Bobó.
Léo, infelizmente já não está mais entre nós; Élio, Carlão e Geraldinho não foram localizados; Armandinho, ao que parece, perdeu a hora ou esqueceu o dia do evento, pois prometeu marcar presença, mas não compareceu; Bobó, que no tempo de moleques já foi a pedra no meu sapato - óleo e água não se misturam - vive atualmente na distante Belém no Pará.